Resenha - O Pequeno Príncipe (Releitura na edição de luxo)

segunda-feira, fevereiro 06, 2017 0 Comentários A+ a-


Sinopse: Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida.
Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança.
Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica vida do autor.

Resenha
Finalmente reli O Pequeno Príncipe e posso dizer que o sentimento é o mesmo de quando eu li pela primeira vez! Esse livro consegue, em sua simplicidade, ser extramente profundo. Em outras palavras, O Pequeno Príncipe é um livro que toca a alma.

O Pequeno Príncipe, escrito pelo aviador Antoine de Saint-Exupéry e publicado em 1943, conta a história de um protagonista aviador sem nome (pode-se perfeitamente considerar Antoine como esse personagem) que é obrigado a fazer um pouso forçado no meio do deserto do Saara. Perdido, fazendo as contas de quantos dias a água que ele tinha iria durar, ele ouve uma voz que diz "Você pode me desenhar um carneirinho?". Eis que o protagonista conhece O Pequeno Príncipe, vindo do planeta B612, e querendo muito voltar para a sua rosa que ele deixou para trás.


Ele era o dono de seu planeta e ele plantou uma rosa em seu jardim. Ela reclamava o tempo todo, dizia que comeriam ela se ele não cuidasse dela e a protegesse. Pedia que ele a protegesse do frio, do calor, do Sol e ele sempre obedecia, pois ela era a rosa dele. 

Mas ele precisava viajar. Tapou os vulcões de seu planetinha e protegeu sua rosa como pôde. Ele não iria deixá-la, mas ela disse que ele podia ir, desde que prometesse voltar para ela. Ele prometeu que voltaria, pois ele a amava muito.


Partiu então sem um destino exato. Ia parando de planeta em planeta e conhecendo as fraquezas dos adultos... Conheceu um rei, que pediu que ele ficasse para não ser tão solitário. Conheceu um homem que só se preocupava com números e outros personagens que carregavam em si problemas adultos. Todos se encantavam pelo Pequeno Príncipe e pediam que ele ficasse com eles, mas ele não podia, ainda não havia encerrado sua viagem e tinha para quem voltar.


Então o Pequeno Príncipe chega até a Terra, no deserto onde o homem está perdido e eles se tornam amigos. Ao chegar na Terra, o Pequeno Príncipe conhece ainda alguns personagens, como a Raposa, que diz a ele a mais famosa frase do livro: O essencial é invisível aos olhos.


Falando agora um pouco sobre a minha releitura, foi a primeira vez que reli O Pequeno Príncipe e posso dizer que me tocou exatamente da mesma maneira como me tocou da primeira vez (clique aqui para conferir minha primeira resenha), mas dessa vez percebi que minha atenção estava muito mais redobrada, eu captei alguns detalhes que haviam passado despercebidos e, muitas frases do livro me pareceram carregar uma mensagem que eu sequer havia notado da primeira vez. 


Sobre a edição de luxo da Geração Editorial, está quase totalmente aprovada! É uma edição linda, cada página tem sua própria personalização, as aquarelas do autor estão todas nela, ao final temos várias informações sobre a vida do autor (muito interessante). Entretanto, a tradução está diferente, a linguagem está atual e não com toda a formalidade da qual eu experimentei quando li antes... Por exemplo, a famosa frase "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", aparece nessa edição como "Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa". Para mim a tradução mais antiga confere um tom poético maior, o que, na minha opinião, torna o livro ainda mais especial.





Rascunhos de O Pequeno Príncipe.


O Pequeno Príncipe em diversos idiomas.


E você, já leu O Pequeno Príncipe? Já releu? Gosta? Comenta aí! ^^

Sara Muniz, dona do blog Interesses Sutis, sou apaixonada por ler, escrever e criar. Adoro música erudita, rock, pop, música francesa e de vez em quando até uma musiquinha indiana para dar uma animada! Preciso ver artes plásticas para me inspirar a escrever. Meus autores preferidos são Patrick Rothfuss, J.R.R. Tolkien, Brandon Sanderson, Jostein Gaarder e Khaled Hosseini (nessa ordem). Amo cantar e desenhar - mesmo fazendo ambas as coisas mal -, sou fissurada por cachorros e todos são "bebês fofinhos" para mim. Às vezes, eu acho o mundo lindo, outras vezes eu acho que a colisão de um meteóro com a Terra seria a salvação. Saiba mais sobre mim na página "About"!

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