Resenha - O Pequeno Príncipe

quinta-feira, janeiro 15, 2015 6 Comentários A+ a-


Título: O Pequeno Príncipe
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Agir
Nº de páginas: 96
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Sinopse:
O Pequeno Príncipe, devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações... O reencontro, o homem-menino.



Resenha
O Pequeno Príncipe é um livro lindo, sem mais observações. Acho que todos que se consideram e que não se consideram leitores deveriam lê-lo, até porque tem pouquíssimas páginas e é uma leitura para apenas um dia.

O livro é todo ilustrado com as próprias aquarelas do autor francês, Antoine de Saint-Exupéry. A história começa com um garotinho dizendo o quanto fica indignado com "as pessoas grandes", que sempre destroem os sonhos e a imaginação das crianças. Ele desenha um elefante dentro de uma cobra e algum adulto diz que isso é impossível e destrói a imaginação dele com isso. Esse menino cresce e acaba perdido no deserto. E então, vê um pequeno menino vindo no céu, sendo levado por pássaros... Era o Pequeno Príncipe.


O Pequeno Príncipe morava em um planetinha longe da Terra. Ele era o dono de seu planeta e ele plantou uma rosa em seu jardim. Ela reclamava o tempo todo, dizia que comeriam ela se ele não cuidasse dela e a protegesse. Pedia que ele a protegesse do frio, do calor, do Sol e ele sempre obedecia, pois ela era a rosa dele. 


Mas ele precisava viajar. Tapou os vulcões de seu planetinha e protegeu sua rosa como pôde. Ele não iria deixá-la, mas ela disse que ele podia ir, desde que prometesse voltar para ela. Ele prometeu que voltaria, pois ele a amava muito.
Partiu então sem um destino exato. Ia parando de planeta em planeta e conhecendo as fraquezas dos adultos... Conheceu um rei, que pediu que ele ficasse para não ser tão solitário. Conheceu um homem que só se preocupava com números e outros personagens que carregavam em si problemas adultos. Todos se encantavam pelo Pequeno Príncipe e pediam que ele ficasse com eles, mas ele não podia, ainda não havia encerrado sua viagem e tinha para quem voltar.
"Os adultos só se preocupam com números".
Então o Pequeno Príncipe chega até a Terra, no deserto onde o homem está perdido e eles se tornam amigos. Ao chegar na Terra, o Pequeno Príncipe conhece ainda alguns personagens, como a Raposa, que diz a ele a mais famosa frase do livro:
"O essencial é invisível aos olhos".
✖ Avaliação da escrita: A escrita é antiga, e esse pode ser um ponto delicado para pessoas que não gostam de ler. Eu achei super interessante ver que depois de tanto tempo eles ainda mantém a escrita clássica daquela época. A escrita ficou maravilhosa.

✖ Avaliação do enredo: O enredo gira em torno do protagonista, e é incrível. O enredo é uma imaginação de criança e você identifica isso ao longo do livro. O que torna esse livro tão especial para quem não é mais criança, é a falta dessa época cheia de imaginação, criatividade e liberdade de achar e pensar o que quiser.

✖ Avaliação da capa: A capa é simples e branca, com um belo desenho do autor. Acho ela especial e única, por mais simples que seja.

✖ Sobre o protagonista: Ahhh... Todos os personagens do livro se apaixonaram pelo Pequeno Príncipe, como nós não nos apaixonamos também? Ele é incrível, um pequeno com uma sabedoria tão grande... Até você chega a querer abraçá-lo e ouvir suas histórias e ouvi-lo falando de sua rosa e de seu planeta, é como você se sente enquanto lê. É um personagem muito bem construído, que consegue se tornar querido e especial para o leitor.

✖ O que me levou a avaliá-lo como excelente?
Como eu disse, a falta que a infância faz é um fardo que todos nós temos que carregar (pelo menos todos que tiveram uma infância divertida e coberta de brincadeiras e imaginação). Você lembra daquele tempo e sente muita falta de ser criança, e o mais comovente é que você nunca poderá voltar a ter aquela idade novamente, o que faz o livro se tornar emocionante.

✖ Considerações finais: Quado eu terminei esse livro, eu quase chorei. Sim, eu sinto muita falta da minha infância, por mais que ela só tenha acabado há 5 anos. Eu sempre tive muita imaginação, adorava brincar... Não só em casa, mas na rua também, como uma criança que teve uma infância plausível. Mas acho que eu sempre tive a mentalidade mais dura, o que me fazia negar brincadeiras aos 10 anos por achar muita "infantilidade". O que significa que depois de certo tempo eu fui negando minha infância  e passando a querer crescer e almejar a vida adulta. Essa é a coisa mais estranha da humanidade: quando somos crianças queremos ser adultos e quando somos adultos queremos voltar a ser criança. As responsabilidades fazem você querer voltar a ter aquela vida despreocupada de criança e sempre que vejo alguma brincando me bate aquela inveja e eu penso: "Pena que você não vai ser assim para sempre..."

E essa foi a resenha de "O Pequeno Príncipe". Espero que tenham gostado e que se ainda não leram, leiam. E você, o que acha acerca da infância que nunca voltará? Sente falta da sua? Comenta aí!




/Beijocas da Saroca

Sara Muniz, dona do blog Interesses Sutis, sou apaixonada por ler, escrever e criar. Adoro música erudita, rock, pop, música francesa e de vez em quando até uma musiquinha indiana para dar uma animada! Preciso ver artes plásticas para me inspirar a escrever. Meus autores preferidos são Patrick Rothfuss, J.R.R. Tolkien, Brandon Sanderson, Jostein Gaarder e Khaled Hosseini (nessa ordem). Amo cantar e desenhar - mesmo fazendo ambas as coisas mal -, sou fissurada por cachorros e todos são "bebês fofinhos" para mim. Às vezes, eu acho o mundo lindo, outras vezes eu acho que a colisão de um meteóro com a Terra seria a salvação. Saiba mais sobre mim na página "About"!

6 comentários

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Nami Mello
AUTHOR
15 de janeiro de 2015 15:13 delete

Esse livro é perfeito, sem mais. Com certeza um dos meus favoritos. Eu poucas paginas ele ensina belas e valiosas lições de um forma que voce nunca imaginaria.
Eu nunca conheci alguem que nao gostou desse livro. Apesar de já ter 17 anos eu me identifico com o livro, talvez eu ainda seja uma criança.
Eu nunca quis crescer e espero continuar da mesma forma, seria realmente uma pena eu me tornar uma adulta como todos os outros.
Ah pra sua resenha ficar perfeita só faltou os quotes perfeitos desse livro

P de Paranoia

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sara sem h
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15 de janeiro de 2015 15:22 delete

Quero ler esse livro faz um bom tempo. Quase o comprava um dia desses, mas vi outro e não comprei, rs T_T Mas sim, vou ler. E pretendo ainda esse ano. É uma história famosa e o tema me faz ansiar ainda mais pela leitura. O que você falou me fez lembrar de um escrito do do CS Lewis, chamado "Três maneiras de escrever para crianças" *-* Sinto muita falta da minha infância, muita mesmo. Saudade de ver as coisas de um jeito, de não ter tantas responsabilidades, tanta pressão (apesar de, quando fui criança eu ter muitas responsabilidades e muita cobrança girando ao meu redor). Saudade de chegar em casa e não ter a preocupação de fazer-tal-coisa-porque-se-não-fazer-vai-ter-consequências: só deitar em frente a tv e assistir desenhos na TV Cultura, haha xD
Ótima resenha, ;)
Kissus

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Sara
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16 de janeiro de 2015 11:55 delete

Eu tbm, vou fazer 17 nas costas em março e me identifiquei mais com o livro por coisas que aconteciam, mas não acontecem mais ): Eu não sou muuuuito criançona, por mais que eu adoraria ser, porque eu seria infinitamente feliz, porque isso é ser criança: Ser feliz.
Eu li faz um tempinho e estava com preguicinha, mas tem quotes maravilhosos <3

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Sara
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16 de janeiro de 2015 11:56 delete

Você tem que leeeeeeeeeeeer!!! Você só vai ter vida depois de ler! (brincadeira, não é para tanto). Eu tbm, adorava chegar da escola, limpar a casa (eu n gostava de limpar a casa, mas era rotina) e ir assistir TV Cultura/Pica-pau/Todo mundo odeia o Chris tomando nescau e comendo pão com margarina frito, SAHUASHHASU. Ahhh que saudadeeee ;-;

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Nayana
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20 de janeiro de 2015 08:34 delete

Adorei seus comentários finais sobre a infância. Me sinto exatamente como você, e acho que ficarei com a mesma sensação quando ler O Pequeno Príncipe. Quero muito comprar! Parece ser uma história muito linda e tocante.

www.distracoesdiarias.com

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Sara
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20 de janeiro de 2015 10:18 delete

Ah, é uma sensação muuuuito estranha... É bem baratinho, e vale a pena <333 *-*

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