Resenha - Madame Bovary

terça-feira, novembro 08, 2016 2 Comentários A+ a-



Título: Madame Bovary
Autor: Gustave Flaubert
Editora: - Lido em PDF -
Nº de páginas: 334
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Avaliação:



Sinopse:

Emma é uma mulher sonhadora, uma pequeno-bur­guesa criada no campo que aprendeu a ver a vida através da literatura senti­men­tal. Bonita e requintada para os padrões provincianos, casa-se com Charles Bovary, um médico interiorano tão apaixonado pela esposa quanto entediante. Nem mesmo o nascimento de uma filha dá alegria ao indissolúvel casamento no qual a protagonista sente-se presa. Como Dom Quixote, que leu romances de cavalaria demais e pôs-se a guerrear com moinhos, ela tenta dar vida e paixão à sua existência, escolha que levará a uma sucessão de erros e a uma descida ao inferno.

 Resenha 
Madame Bovary foi escrito e publicado por Gustave Flaubert no século XIX. É uma obra clássica e do movimento realista. Essa longa narrativa conta a história de Emma, uma pequeno-burguesa que sempre viveu no interior de Paris e que sempre foi muito sonhadora e cheia de expectativas. Charles  Bovary, um médico que acabara de perder sua primeira esposa (muito chata) e foi logo ao pai de Emma pedir a mão da garota, que na época tinha somente 15 anos, enquanto Charles tinha 40. O velho aprovou o casamento dos dois e em primeira instância, Emma ficou muito animada de sair de casa e se casar com um médico, mas com o passar do tempo, ela acabou por enxergar que aquilo não era o que ela realmente queria. Emma era viciada em romances e os devorar era uma das coisas que mais fazia para matar o tempo, enquanto Charles cuidava dos doentes. Justamente por ler tantos romances, Emma via que não vivia um amor tão perfeito com Charles, e que sequer o amava de verdade, portanto, ela passa a se interessar por muitos outros homens. Por ser tão bonita, Emma chamava atenção até dos mais novos. Mesmo depois de ter tido uma filha, a senhora Bovary ainda estava em busca do seu amor perfeito, no qual ela realmente poderia encontrar a felicidade. Se envolve com vários rapazes a fim de se encontrar feliz, mas a única coisa que consegue são decepções.

Emma desde sempre teve um interesse muito maior na profissão de Charles, do que nele mesmo. Ela era do interior, vivia no campo, mas lia romances que se passavam nas grandes cidades, sobretudo na capital. Ela queria viver um romance como nos romances que lia, ela queria ter luxos como as mulheres tinham nos livros... E todas essas ambições de Emma resultam no final do livro.

Peguei um trecho do qual eu gostei muito:
"- Tenho uma religião, a minha religião, e até tenho mais que todos eles com as suas mesmices e imposturas! Pelo contrário, creio em Deus! Creio no ser supremo, num Criador, seja ele quem for, pouco importa, que nos pôs neste mundo para cumprir nossos deveres de cidadãos e chefes de família; mas não tenho a necessidade de ir a uma igreja beijar salvas de prata e engordar à minha custa uma cambada de farsantes que vivem melhor do que nós! Posso honrar a Deus da mesma maneira num bosque, num campo, ou até contemplando a abóbada etérea, como os antigos. (...) Por isso não admito que Deus seja assim um sujeito que anda a passear no seu jardim de bengala na mão, instale os seus amigos no ventre das baleias, morra soltando um grito e ressuscite ao cabo de três dias: coisas absurdas por si mesmas e completamente opostas, além disso, a todas as leis da física; diga-se de passagem que tudo isso prova que os padres estagnaram sempre numa torpe ignorância, onde se esforçam por atolar também as populações".
Avaliei esse livro como bom, porque não sei se vocês já estudaram o realismo na literatura, mas a descrição é muito cuidadosa e detalhada, o tempo todo. Até certo ponto isso não é de forma alguma ruim, pois é possível imaginar a cena exatamente como ela é... E também, eu já estou acostumada com tanta descrição após ler Tolkien. Entretanto, o que me fez não dar uma nota maior para o livro não foi tanto a descrição, porque eu não tenho problema com isso... O que eu menos gostei no livro foi, infelizmente, o seu desfecho. É basicamente uma história que não vai ter um final feliz, e você lê 300 e poucas páginas para se deparar com um final desses... Obviamente o livro é cheio de ensinamentos e questões morais, mas não fiquei nada contente no final  .

Essa foi, sim, mais uma leitura para a faculdade! E você, já leu Madame Bovary? Já ouviu falar? Comenta aí!


 /Beijocas da Saroca

Sara Muniz, dona do blog Interesses Sutis, sou apaixonada por ler, escrever e criar. Adoro música erudita, rock, pop, música francesa e de vez em quando até uma musiquinha indiana para dar uma animada! Preciso ver artes plásticas para me inspirar a escrever. Meus autores preferidos são Patrick Rothfuss, J.R.R. Tolkien, Brandon Sanderson, Jostein Gaarder e Khaled Hosseini (nessa ordem). Amo cantar e desenhar - mesmo fazendo ambas as coisas mal -, sou fissurada por cachorros e todos são "bebês fofinhos" para mim. Às vezes, eu acho o mundo lindo, outras vezes eu acho que a colisão de um meteóro com a Terra seria a salvação. Saiba mais sobre mim na página "About"!

2 comentários

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RUDYNALVA
AUTHOR
12 de novembro de 2016 06:41 delete

Sara!
É um grande clássico.
Gosto muito de livros descritivos e também não me incomodei quanto a isso, e na verdade o desfecho não me incomodou também, afinal, temos de analisar à época dos acontecimentos dos fatos, mesmo que goste de finais felizes, achei o final condizente com a história.
Desejo um ótimo final de semana e um bom feriado!
“Não há nada que faça um homem suspeitar tanto como o fato de saber pouco.” (Francis Bacon)
cheirinhos
Rudy
http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
TOP Comentarista de NOVEMBRO com 3 livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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Sara
AUTHOR
12 de novembro de 2016 08:21 delete

Olá, pior que é verdade... Apesar de ter sido infiel, o autor colocou uma "lição de moral" para ela no final... hahaha
Obrigada e para você também! Beijos!

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