Resenha - Poética

terça-feira, maio 17, 2016 0 Comentários A+ a-


Título: Poética
Autor: Aristóteles
Nº de páginas: 152
Editora: ARS poética
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Avaliação:


Sinopse:
[...]"Aristóteles, que foi dos primeiros a tratar a fundo do modo de ser da poesia, colocou essa arte da palavra entre a música e a pintura. De um lado, a literatura (para utilizar o termo só muito mais tarde inventado) se apóia no encanto da música, cativando-nos pelo som. De outro, pelas imagens, se aproxima da pintura, exigindo de nós a decifração do sentido. Imagens em movimento formam o mito, ou 'mythos', na forma aristotélica, que é a expressão para designar o enredo ficcional (e ao mesmo tempo, a narrativa sagrada ou tradicional, como se vê na 'Poética')..."
Davi Arrigucci Jr. Jornal da tarde, 09/05/1992


Resenha
Poética foi escrito por Aristóteles para mostrar como era feita a poesia, e quando digo "poesia", não quero dizer a nossa poesia atual, com versos e rimas. A Poesia para os gregos eram qualquer texto, porque naquela época tudo era escrito em versos (livros, receitas médicas, etc). Já que tudo era em verso, ele não soube definir o que seria a poesia lírica (que é a que conhecemos hoje), mas dividiu a poesia em 2 grandes gêneros: Drama e Épico, sendo a tragédia e a comédia subdivisões do drama (teatro) e epopeia a subdivisão do épico (texto). Por exemplo, a peça Édipo Rei é uma tragédia. O livro Odisseia, de Homero, é uma epopeia. Enfim, Aristóteles definiu como Poesia a arte da imitação.

Em "Poética", ele explica o que é que a poesia imita, o que é fábula, o que é reconhecimento, o que é catarse, verossimilhança, deus ex machina e uma série de outros conceitos que é muito interessante conhecer. Poética não é um livro técnico, mas nós usamos para estudar teatro em Letras e foi por isso que conheci a obra. Na Grécia Antiga não havia impressora e muito menos livros, por isso as histórias ou eram passadas de geração a geração, sendo contadas por quem as sabia, ou por meio da encenação, da peça de teatro. E Aristóteles vai ser o primeiro a falar dessas artes, explicando-as a fundo de forma técnica.

Achei muito interessante saber como essas artes eram definidas antes de passarem a ser consideradas como literatura, que é um termo muito moderno. Apesar de ter uma linguagem formal alta, é muito fascinante ver como as histórias deviam ser: buscar falar de homens de boa índole (heróis), na comédia o personagem precisava sofrer, mas sem causar dor verdadeira. Na tragédia o fim deveria ser trágico por conta de erros das personagens, não deveriam ser colocadas cenas inúteis e que não agregassem em nada na peça, ela precisava ter início, meio e fim, reconhecimento da personagem e, jamais poderia faltar a catarse, já que era a função social da peça de teatro... Enfim, dá para saber os métodos usados antigamente para se fazer teatro e epopeia e como essas artes eram divididas. É uma obra imprescindível para quem faz Letras.

E você, já leu Poética? Sabia que Aristóteles havia contribuído até para o curso de Letras e Teatro? Comenta aí!

Sara Muniz, dona do blog Interesses Sutis, sou apaixonada por ler, escrever e criar. Adoro música erudita, rock, pop, música francesa e de vez em quando até uma musiquinha indiana para dar uma animada! Preciso ver artes plásticas para me inspirar a escrever. Meus autores preferidos são Patrick Rothfuss, J.R.R. Tolkien, Brandon Sanderson, Jostein Gaarder e Khaled Hosseini (nessa ordem). Amo cantar e desenhar - mesmo fazendo ambas as coisas mal -, sou fissurada por cachorros e todos são "bebês fofinhos" para mim. Às vezes, eu acho o mundo lindo, outras vezes eu acho que a colisão de um meteóro com a Terra seria a salvação. Saiba mais sobre mim na página "About"!

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